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Sobre livros, Skoob e Skoobeiros




Acredito que o Skoob virou uma febre nacional, tanto para aqueles que gostam de livros como aqueles que fingem gostar. É uma forma do cidadão se mostrar literato e culto de diversas maneiras, sendo ao marcar 1300 livros para ler contra os 12 que leu – No Skoob encontramos resenhas muito boas de livros muito bons, mas também: resenhistas muito ruins, no estilo: “Esse livro é um lixo!”.
Nessa rede, encontramos também os falsos puritanos: leitores que se chocam com a linguagem de uma obra, quando o tema escancara: sexo, palavrão e violência. Ora pois, não entendo o cidadão que opina por lá e comenta... Sexo é o tema que movimenta a massa e sustenta a mídia (quem ainda não sabe disso?).

Sem querer falar em “metas de leitura”, reli e devorei em alguns meses, livros que poderia escrever dias a fio sobre eles. Após ler a trilogia do Stieg Larsson - sobre tráfico de mulheres e espiões russos (apesar de não ser meu estilo de leitura), afirmo que ela prende do começo ao final. Alguns Skoobeiros - que de literatura entendem pouco, mas de escolhambação entendem muito - sequer perdoaram a morte do escritor poucos meses depois da publicação da terceira obra da trilogia, e o atacaram em suas hemeses cerebrais, com diarreias comentários pertinentes, tais como:
“Ainda bem que o autor morreu...”.
Um comentário desses, só pode ser de alguém que pensa mais ou menos assim: “Morreria para ter um livro publicado, mas não tenho capacidade intelectual, por isso vou detonar quem a tem!”.

Voltando aos alhos e bugalhos... Há 15 anos, tentei ler o Retrato de Dorian Gray e não consegui dado a minha imaturidade. Na época, achei o linguajar muito fresco e desisti. Hoje, eu o recomendaria sem pestanejar. E não por ser um “clássico”, porque as pessoas gostam muito dessa palavra para se auto “eruditarem”. Dorian Gray é um personagem narciso, complexo e promiscuo, e seu criador: Wilde é um mestre quando congela a beleza e jovialidade de seu personagem Gray, na figura de um quadro. Sublime! O livro que 15 anos atrás, eu poderia ter dito (se fosse babaca): “Que lixo!” é uma das obras mais grandiosas que li entre todas, a quilômetros de distancia luz do grande Dostoiévski, em Crime e castigo, por exemplo, (um livro fascinante pela carga psicológica de culpa que carrega o protagonista assassino), porém, sem a genialidade e capricho de Wilde.

Falando ainda sobre os livros que reli, terminei o “Diário de um fescenino” do grande Rubem Fonseca, trabalho que avalio com a nota máxima! Outra vez, para meu espanto, esta grandiosa obra está mal avaliada pelos leitores do Skoob, (ok, gosto é gosto), mas será que a mesma foi depreciada devido ao linguajar do Rufus? O personagem ateu e fescenino, obsceno e um tanto imoral que se refere ao próprio membro sexual como: “pau duro”, ao sexo, como: “foda” e a ação de fazer amor com a palavra: “trepar”?? Sei lá!! As pessoas gostam de se chocar com o trivial. A gente fala a todo o momento: “Que foda!”, ou: “Foda-se!”, mas quando encontra as danadas em um livro, é como se levasse um tiro na bunda tapa na cara...

Outro livro que reli foi o da ninfomaníaca italiana: Melissa Panarello, a Lolita de 15 anos, que relatou suas experiências sexuais em um “diário” e o publicou aos quatro ventos, escandalizando seu país, o Vaticano e o mundofóbico, ao detalhar entre suas proezas: orgias, bacanal, homossexualismo, masoquismo... Parece putaria, (só para quem não consegue tirá-la da cabeça), mas não é! O gênero é um drama sensível, a busca do pseudo prazer, o reconhecimento de uma autoflagelação e o apelo pela descoberta de um verdadeiro amor. Eu fiquei encantada com essa obra com pouco mais de 100 páginas, do começo ao final, mesmo quando “ela dava e fodia”, e outra vez, não encontrei o tal “livro nojento” que alguns Skoobeiros documentaram. Tanto é assim, que lá estão as notas variantes e confronto de opiniões que vão do oito ao oitenta.

Curiosa, fui espiar o livro da Bruna Surfistinha, (esse eu não li porque não está à venda nos cafundós onde vivo). “O doce veneno do escorpião”, está marcado até o dia de hoje com: 6751 leituras (Skoob), a avaliação dele é péssima (entre 1 e 2 estrelas) e a opinião dos leitores: vazia! Cito como exemplo:
“Ai, que nojo, nunca vi tanto palavrão...”
 “Dá pra se limpar no banheiro com ele...”
Todo leitor sabia desde o principio que a garota que o escreveu era prostituta, e não, escritora. Pagaram para ler o sexo praticado por ela, e não para encontrar uma obra de Machado de Assis (que nos dias atuais, não venderia)! O livro virou best-seller, estou certa que NÃO foi por seu conteúdo literário de primeira qualidade, mas SIM, porque vendeu que nem água! Todo mundo quis saber e pagar pra conhecer as histórias picantes de uma garota de programa, no entanto agora, os parvos escrevem lá, detonando o livro, mostrando-se castos e puritanos... Hipocrisia! E o segundo e terceiro livro da Raquel continuou vendendo por quê?? E foi para as telas do cinema por quê?? E o blog da Surfistinha é um dos mais visitados na internet, por quê? Tenho muitas dúvidas, já que segundo a opinião dos leitores, é pura baixaria e imoralidade. Disgusting! O mundo é louco por sexo, mas é covarde demais para assumir!

Como eu gosto de uma boa putaria, de sexo, violência e toda uma trama do escambau quando abro um livro, vou seguir o caminho com minha “meta de leitura” picante, e abrir: Lolita, do Vladimir Nabokov, o audacioso escritor que retratou a obsessão de um coroa por uma menina pubescente. Pedófilo, ele? Sei lá! Provavelmente! Mas eu li a sinopse e sei exatamente qual tema vou encontrar.

Essa é uma apologia aos livros com palavras, palavrões e ações politicamente incorretas em seu conteúdo, a queda das máscaras que leitores insistem em usar e uma critica aqueles que fazem mau uso do Skoob, um site até então, bacanérrimo.
Afirmo: você ainda pode dizer que um livro é bom e que gostou dele, mesmo sendo um manual de sexo, sem perder sua imagem intelectual! Também ao contrario, dizer que não gostou de um livro, explicando de forma racional os seus “porquês”.

Ao escrever, um autor deixa suor, essência e conhecimento, seja no frescor de uma única frase ou na ousadia de um pequeno trecho, para ser apreciado, vivido e desnudado por quem o lê.

Quer detonar um livro? Faça-o com responsabilidade e coerência! (Ao menos, finja saber sobre o que está falando!).



8 comentários:

  1. Pois é, tem muitas pessoas que se dizem leitores, mais não leem nada e ou leem pela metade, isso que você fala é muito verdadeiro.
    E uma coisa também verdadeira em suas escritas é que tudo que se fala e mostra sobre sexo é visto e acessado com abundância pelos pseudos ou falsos leitores visualizadores.
    Nunca acessei esse site o Skoob, irei ver seu conteúdo hoje mesmo.
    E obrigado por estar sempre me visitando.
    Abraço

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  2. Primeira vez que venho aqui; primeira post que li.. já me ganhou.
    Parabéns. Escreveu com veemência!

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  3. Geyme, eu diferencio quem aprecia a literatura de quem lê para ser fashion, como tudo o mais que faz para parecer que é isso ou aquilo. A gente percebe pela qualidade das obras e pelos comentários quem tem e quem não tem iniciação literária. Eu li, por exemplo O Lobo da Estepe por duas vezes para conseguir entender o livro. A primeira vez eu larguei pois me deprimiu. Só mais tarde, já mais familiarizado com nuances autorais e de leitor é que pude me deliciar com o livro. O mesmo aconteceu com os clássicos de nossa literatura quando a gente era obrigado a ler na escola para fazer provas. Imagine a gente com 10, 11 anos lendo Machado de Assis? Foi um porre. Só vim a gostar dele muito recentemente. Achei que foi uma crueldade que os professores fizeram comigo à época. Quase me fazem sepultar a obra magnífica para sempre. Está quase todo mundo nesse negócio de onda. Tem que ter e fazer e saber porque todo mundo tem, faz e sabe. E no frigir dos ovos, o que temos de coletivo humano? Abração, querida! Paz e bem.

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  4. Nossa, como sempre, um excelente artigo, comentado com a voz de quem sabe o quer dizer! Eu gosto e venho aqui sempre, pq vc n tem calo na língua e solta o verbo mesmo, hahaha Adorei sua "putaria filosófica!!

    Beijo carinhosíssimo!

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  5. Lady Geyme, o que restou para eu dizer, se já dissestes TUDO! Nunca vi tão bela enfiada no rabo dessa gente "puritana" que, quando às ocultas, dá, lambe, chupa, se lambuza, pratica posições e perversões de escandalizar ao próprio Kama Sutra, e quer mostrar-se às claras como virginais criaturas. São uns frustrados!

    Parodiando-a, eu digo: “Cambada de invejosos! Deixem a fútil crítica de lado e vão tocar punheta, siririca ou enfiar algo no cu!”

    Quanto aos pseudo leitores que se agregam ao Skoob somente para parecerem "intelectuais", deveriam limitar-se ao Scooby (Scooby Doo).

    E o que me mais espantou foi esse "erudito" comentário de, na certa, algum conceituadíssimo crítico literário: “Dá pra se limpar no banheiro com ele...” - Puta merda! Será, afolosado(a), que não estás querendo usá-lo à guisa de CONSOLO?!

    Puta hipocrisia, a desses sacripantas!

    Beijão, minha pornoliterária preferida. Rsrsrs

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  6. Gente, que artigo das zorasssssssssss Vou repassar, tem muita besta na blogosfera que precisa expandir a mente, vc continua desalmadamente fantástica!!!!

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  7. Querida, vou ecoar o Cacá "eu diferencio quem aprecia a literatura de quem lê para ser fashion, como tudo o mais que faz para parecer que é isso ou aquilo".
    A maioria das pessoas não consegue diferenciar qualidade da narrativa e enredo. Na primeira, o autor mostra a que veio, na segunda, bom, aí vai do gosto pessoal. Ler resenha no skoob dá vontade de chorar, grandes livros de magníficos autores, destruídos por quem acha que sabe de tudo. Muitas obras demandam maturidade para serem compreendidas, demandam vivência e demandam QI, coisa que nem todo mundo tem.
    Em tempo: Oscar Wilde era gênio! Dorian Gray é um livro precioso, com frases brilhantes e construções magnificas. Como diria o Obama, ele era o "cara".

    Beijo enorme procê!

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  8. Geyme , estou aqui dando risada, pois o livro "O Retrato de Dorian Gray", tb tentei ler quando era jovem e não tive saco, achei uma coisa de fresco... E advinhe, agora, exatamente o que estou lendo? O próprio!E estou adorando!
    Coincidências à parte, acabo de fazer um post sobre os Livros que têm acompanhado a minha inútil existência! hahahaha
    Caso queira dar uma olhada, eis o link:
    http://www.deepinfiesta.com/2011/04/triplo-meme-literario.html
    BEIJOSSS

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1. Está vetado o linguajar muito sacana ou ofensivo - salvo exceções bem aceitas, do tipo: xingar o próximo (isso pode!).

2. Se quiser delirar, procure a torcida do flamengo, pois de sacana aqui já basto eu!

3. A gerência de marte agradece a compreensão!

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Qualquer semelhança desse blog com a realidade, é pura cagada.

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