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Testemunha das estrelinhas!


Hello cambada de gente fina!

Recebi esse texto de uma amiga e gostei demais, achei que tem a minha cara (e acredito que ela também deva ter pensado isso), e digo mais, acredito que eu mesmo poderia ter escrito essa peripécia (se tivesse acontecido comigo!!). O passado condena a muitos nos condena!
Pouco mais de 3 h da madrugada e eu ainda brigava com a máquina, que resolveu travar o navegador. Entre uma tentativa e outra de instalação/desinstalação, a única recreação passa a ser acompanhar as janelinhas do sincronizador de redes e os comentários excêntricos e hilários que só os navegantes noturnos têm o costume de fazer. Quer seja porque sejam noctívagos mesmo, coisa por si só já extravagante, quer porque estejam delirando sob o efeito de várias outras interferências, de sono a bebidas só para pentelhar mesmo, ou algo mais... Deparar-se com um: “Eu vi uma estrela cadente!” não chega a ser surpreendente. Mas a explicação que vinha logo após, ilustrava bem o estado de ânimo do observador: “Eu posso provar, eu tenho CÚMPLICE !” Afirmação que depunha totalmente contra a dita pessoa, já que, ao que se saiba, observar o firmamento ainda não constitui ação ilícita, mas que para sua veracidade precisa ser confirmada talvez, por mais de uma TESTEMUNHA, isso sim! E meu riso empurrou minhas ideias a uma lembrança do passado, já caída no esquecimento, e que ressurgiu assim do nada...
Último ano da faculdade e tínhamos que fazer visitas técnicas (na verdade, excursões) pelo interior do estado de São Paulo. E os fatos a seguir, ocorreram após uma intensa sessão de truco e bebidas num pequeno estabelecimento com movimentação noturna. Estava mais para um verdadeiro boteco de pé de cana bêbado do que um barzinho ou botequim dos baladeiros de hoje em dia, distante 30 min de bicicleta ou mais de 1 hora a pé de  onde pernoitávamos.
Madrugada adentro e já podíamos contabilizar muitos encachaçados embriagados, entre eles um colega querido – em condição bem lastimável. Movida pela compaixão mesmo, como se me considerasse razoavelmente sóbria, sugeri ao meu amigo ébrio voltarmos logo a pé, temendo que em pouco tempo ele tombaria definitiva e literalmente na sarjeta, sendo impossível levá-lo de volta com os próprios pés.
Não descobri ainda a razão de todo bêbado fazer e falar coisas imbecis se recusar terminantemente a fazer coisas sensatas. Ciente deste fato, fiz uma proposta (blefe estratégico, óbvio) irrecusável a qualquer homem naquela condição: “Caso o bêbado meu amigo conseguisse chegar bem até a cama, eu garantiria a ele um ganho extra e a conquista da noite”.
A longa e tortuosa jornada exigiu muita paciência para driblar  a ansiedade do corpo movido a testosterona e álcool, dos constantes ataques de afagos e apalpões. E claro, alguns beijos roubados um tanto desagradáveis pela condição etílica...
Após longa caminhada conseguimos finalmente alcançar o alojamento masculino. Como durante o percurso o rapaz tivesse padecido de alguns episódios de HUGO êmese, chegamos ao alojamento, os dois, em condições vexatórias. Ele por ter vomitado. Eu por tê-lo amparado. Caso não o tivesse feito, cairia à frente e do chão não levantaria...
Empurrei-o ainda vestido para debaixo de um chuveiro ligado, e sugeri que se lavasse enquanto eu ia buscar uma toalha de banho em seu quarto. Ao retornar, encontrei o chuveiro ligado, as roupas no chão e nenhum vestígio da pessoa.
Fiquei imaginando para onde ele poderia ter ido assim totalmente nu, até que uma voz gritou no meio da madrugada, partindo da área de mictório masculino:
“Vem aqui rápido ver, meu xixi tem estrelinhas! Não tô brincando não! Vem ver.”
E para completar a cena:
“Eu vou segurar o xixi pra dar tempo de você vir, e testemunhar como eu não estou inventando!”.
Mesmo achando a proposta meio absurda, como ele não arredasse pé, certifiquei-me de não haver mesmo outras pessoas no local (já era madrugada), e entrei para tirá-lo de lá. Ele insistia:
“Olha, olha, tá vendo, tem estrelinhas!”.
Eu, para encerrar logo o mijo assunto, fui obrigada a concordar.
Retornando ao quarto, corredor ainda iluminado, de súbito aparece junto a porta, nada mais nada menos que a  namorada dele. Ela vinha na excursão do grupo seguinte e pretendia passar a noite (ou o que sobrou dela) com ele, claro. Totalmente de supetão surpresa.
Impagável a expressão irada de fêmea despeitada traída da menina, ao me ver tentando empurrá-lo à minha frente,  com tudo em riste na antecipação mental de uma promessa, e  apenas mal enrolado em uma toalha, que eu mesma segurava em sua cintura. Não se dando conta do perigo da situação explicava à namorada:
“Amor, veja bem, a chamei para ver as estrelinhas... As estrelinhas do meu xixi! Pode crer, ela viu e pode confirmar. Ela foi testemunha!”.
O protagonista da estória jura que não lembra nenhum destes fatos. Justifica-se dizendo ter passado por amnésia etílica, argumento muito bom para não ter que se retratar do papelão do mico...
E a namorada se foi para sempre, sem lhe ter dado ouvidos ou ocasião para explicações.

Moral da estória:
Como diria Machado de Assis: suporta-se com paciência a cólica do próximo, e no meu entendimento também,  com muita ternura: a embriaguez de um verdadeiro amigo!


Memórias by H.P.







Kommentare:

  1. Que loucura! A frase do Machado deu um bom remate à crônica.

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  2. Hahahahaha!...

    Realmente, ninguém merece!...:)

    Ainda bem que a namorada deu "meia volta volver", pois, do contrário, estaria fadada a passar por muitos outros vexames dessa espécie.
    Afinal, "pau que nasce torto, não tem jeito, morre torto"!...rs

    E o engraçado, é que, realmente, o bebum não se lembra de nadica de nada, depois de passar a bebedeira. Eu nunca fiquei sabendo, se é por constrangimento, ou se é verdade de fato.
    (Um dia, ainda vou pesquisar sobre o assunto).
    :))

    Um beijo, e muitas estrelinhas pra você.
    (natalinas, por favor!)

    Te cuida, e fique bem.

    Deus abençoe,

    Cid@

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  3. Geyme, eu não sei como você consegue ter tanto senso de humor, kkk Realmente deveria ter sido você quem escreveu este texto, será?
    Você já percebeu que todo bêbado é inocente? o manso, claro!
    Adorei, bju

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  4. Eu confesso que já tive muito episódis de amnésia alcoolica, mas dessa aí eu nunca tomei. hahahah! E não é nenhuma desculpa para me safar de nenhum mico. hahahahah! Estrelinhas no xixi é demais, Geyme! hahahahaha! Grande abraço, Amigona.

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  5. Muito hilário, abraço e tenha um delicioso fim de semana!

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  6. Ah, Geyme, ninguém merece!
    Taí o motivo da palavra CÚMPLICE!
    Depois de ver estrelinhas no xixi, tudo pode acontecer e só mesmo uma boa amnésia etílica pra dirfarçar.
    É natal, amiga, tem estrelinhas no ar... Cuidado hein!!! hehe.
    bjssssssss

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  7. Seu texto me fez rir e isso é ótimo (kkk). Amigos passam por cada coisa! Mas confesso que me coloquei no lugar da namorada (heheheh). Que surpresa agradável ela teve! Se o moço era dado a esses pileques, ela se livrou de desgostos, porque ficar testemunhando estrelinhas, nessas condições, ninguém merece.

    Bjs.

    AntwortenLöschen

1. Está vetado o linguajar muito sacana ou ofensivo - salvo exceções bem aceitas, do tipo: xingar o próximo (isso pode!).

2. Se quiser delirar, procure a torcida do flamengo, pois de sacana aqui já basto eu!

3. A gerência de marte agradece a compreensão!

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Qualquer semelhança desse blog com a realidade, é pura cagada.

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