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Direito de cidadania estuprado!


Depois de uns dez anos sem comparecer a qualquer urna eletrônica em época de felizes votações, ontem fui “exercer meu direito de cidadania” na boca do porco.
Soa um pouco ridículo citar “cidadania” em um país onde palhaços (que levam sambistas e fazem campanhas com rolo de papel higiênico) têm a maioria de voto.
Ah mas o palhaço deputado aqui citado foi o que mais compareceu durante o ano em Brasília. Não faltou sequer uma vez! Ora pois, brasileiro se contenta com pouco mesmo. Comparecer ao trabalho não é dever de todos? Acredito que até do palhaço deputado, mesmo que sua labuta seja aqui nesse país circense chamado Brasil. E também, não! Não acredito que votar com tanto afinco no palhaço seja uma forma de protesto, ou dessa forma seria obrigada a acreditar que a “lógica” foi a mesma nos tantos votos que a palhaça Dilma computou. Isso me soa mais a burrice do que a rebeldia; sinceramente!
O voto é obrigatório aqui em Bananaland. Diz a lenda. Ou ao menos para mim dizia, já que há tempos faço o seguinte: Depois das eleições - onde o país inteiro fica emporcalhado com aqueles santinhos que mais deveriam chamar-se “diabinhos” - horário eleitoral obrigatório, brigas de foices entre candidatos horrorosos, promessas um milhão de vezes já escutadas antes, lavação de roupa suja, e as propagandas mais bizarras do mundo provenientes de nossos criativíssimos candidatos políticos), vou a qualquer cartório eleitoral, pago um dinheirinho de pinga lá (cerca de sete reais), e saio bonitona na fita, com o título (que não serve para nada) regularizado, e poupo-me do sofrimento de ter votado em um desses energúmenos ao longo do tempo. Comecei a fazer isso desde que, depois de anos apostando na política esquerdista do Lula, o capeta, infelizmente foi eleito, e mostrou-se não somente um bunda mole, como a maior decepção viva da nação (a qual um dia cheguei a levantar a bandeira). Tal qual um amor mal correspondido, na política a gente também acaba ficando desenganado; só que aqui, eternamente - apesar da memória curta do brasileiro para voltar a amar quem não o ama...
Depois de dez anos sem exercer meu estuprado direito de cidadania, fui às urnas ontem. Não porque acredito desesperadamente em um dos nossos candidatos, mas porque acredito desesperadamente que nossa Presidente e sua trupe já estão atrasados à despedida. Não fui dar um voto a favor do melhor, mas a quem não está no poder, temendo que se o país continuar regida pelas mãos da mesma pessoa e partido, a coisa descambe de vez. 
Acredito que uma grande parcela da população encontra esse mesmo dilema em épocas de eleições (época, aliás, que deveria ser de fato extremamente importante para cada um de nós; se nossos políticos não fossem esses carros alegóricos que se apresentam e elegem a cada carnaval): Votar no menos pior! Que triste falta de opção essa do Tupiniquim! E como saber quem é o menos pior aqui? Bom, com esse cenário de corrupção e descaso que se arrasta já de barbas longas e brancas pelo país, nem Nostradamus arriscaria  um palpite. 
E muito ao contrário de fazer apostas: Tolo aquele que compra brigas ou acredita solenemente em um partido ou candidato. No Brasil, presidente nenhum governa sozinho. Para pegar no cajado é preciso fazer aliança aqui e aliança acolá... E aí, os adversários políticos que poderiam servir como ferramenta para investigar e policiar o governo mandante, acabam abraçando-se a ele em reuniões regadas a champanhe e caviar, empinando suas nádegas risonhas em cores verde e amarela.
Ouve-se muita baboseira em épocas de eleições presidenciais. Não somente de candidatos, mas também (e principalmente) do povo:
“Não voto na Marina porque ela é contra o aborto e o casamento homossexual...”
“Não voto no Aécio porque ele apoia a redução da maioridade penal...”
E por aí vai... A lista é longa.
Pqp!! Sério?

Em um país onde falta saneamento básico, direitos básicos, qualidade de vida básica... o “intelectual” está preocupado não com a falta do básico, mas com a estruturação do secundário? Quando escuto essas verborragias pré ou contra candidato, baseadas em expectativas tão presunçosas, tenho a impressão que vivemos em um país europeu. Claro! Quando o brasileiro foca suas preocupações em temas como o direito marital dos homossexuais, é porque seguramente deve estar bem empregado, depois de ter estudado em uma excelente Universidade Federal, naturalmente; seus filhos devem ter seguro de saúde em hospitais onde macas não estão empoleiradas em corredores, ele não sofre pelo desemparo que uma enchente deixa depois de levar tudo. Esse cidadão tem segurança nas ruas, salário decente, escolas com bibliotecas e professores bem pagos... Só em países onde o sistema caminha bem e não há faltas, nem injustiças, nem ladroagem, nem essa esculhambação toda que há aqui, o povo poderia ponderar seus critérios de votação no secundário. Sim, secundário! Há anos sou a favor do aborto, do casamento homossexual, da liberação de pesquisas com células-tronco, da redução da menoridade penal..., mas não serão essas questões, frente a um país onde a carência social predomina, que me farão decidir por um candidato.

Não, claro que o Brasil é um país sério!
Vai ver o palhaço não está nos planaltos, mas atrás da urna, quando exerce seu direito à cidadania!!!


E o resto do mundo, o que acha de nossas campanhas eleitorais?
Vamos chorar ou rir com eles?

Precisa dizer mais?

Pense, pateta! 

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1. Está vetado o linguajar muito sacana ou ofensivo - salvo exceções bem aceitas, do tipo: xingar o próximo (isso pode!).

2. Se quiser delirar, procure a torcida do flamengo, pois de sacana aqui já basto eu!

3. A gerência de marte agradece a compreensão!

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